desenvolvimento em Congonhas

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Desenvolvimento

Acto ou efeito de desenvolver.
Crescimento.
Ampliação.
Minuciosidade.


Congonhas

Nota: Para o aeroporto localizado no município de São Paulo, veja Aeroporto de São Paulo-Congonhas. Para outros significados, veja Congonhas (desambiguação).Município de Congonhas
"Cidade dos Profetas"
BandeiraBrasãoHino
Aniversário17 de dezembro
Fundação17 de dezembro de 1938
Gentílicocongonhense
Padroeiro(a)Nossa Senhora da Conceição[1]
CEP36415-000 a 36419-999[2]
Prefeito(a)José de Freitas Cordeiro (PSDB)(2017 – 2020)
Localização
Localização de Congonhas em Minas GeraisCongonhas Localização de Congonhas no Brasil
20° 30' 00" S 43° 51' 28" O20° 30' 00" S 43° 51' 28" O
Unidade federativaMinas Gerais
MesorregiãoMetropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [3]
MicrorregiãoConselheiro Lafaiete IBGE/2008 [3]
Municípios limítrofesBelo Vale, Jeceaba, São Brás do Suaçuí, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco, Ouro Preto
Distância até a capital75 km
Características geográficas
Área304,067 km² [4]
População54 196 hab. Estimativa IBGE/2018[4]
Densidade178,24 hab./km²
Altitude1630 m
Climatropical de altitude Cwa
Fuso horárioUTC?3
Indicadores
IDH-M0,788 alto PNUD/2000 [5]
PIBR$ 851 473,257 mil IBGE/2008[6]
PIB per capitaR$ 17 714,67 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeiturawww.congonhas.mg.gov.br
Câmarawww.congonhas.mg.leg.brCongonhas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada pelo IBGE para 1.º de julho de 2018 era de 54 196 habitantes, e sua área é de 304,067 km².[4]Índice1 Geografia
2 História2.1 Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
3 Ver também
4 Referências
5 Ligações externasGeografia[editar | editar código-fonte]
Beco dos Canudos, antiga pousada dos romeiros. Hoje, um mercado de artesanato
Localiza-se a uma latitude 20º29'59" sul e a uma longitude 43º51'28" oeste, estando entre serras, a uma altitude de 871 metros.
A cidade é formada por três distritos: O distrito de Congonhas (distrito-sede), Alto Maranhão e Lobo Leite [7].
A região é atravessada pelo rio Maranhão (em cujas margens se fundou o arraial primitivo), que recebe as águas dos córregos Santo Antônio, Goiabeiras e Soledade. O solo é rico em minério de ferro de alto teor, sendo que no passado também já foi expressiva a mineração em busca de ouro, metal encontrado até nos dias atuais, apesar de não ser em escala industrial.
Situado a setenta quilômetros de Belo Horizonte, Congonhas possui um expressivo conjunto de riqueza barroca do maior artista do gênero no Brasil: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido pelo apelido Aleijadinho. No adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Aleijadinho esculpiu em pedra-sabão as famosas imagens de doze profetas em tamanho real que são visitadas anualmente por milhares de turistas do Brasil e de todo o mundo.
Além disto, as seis capelas que compõem o Jardim dos Passos em frente à basílica, representam a via Sacra com imagens esculpidas em cedro, também pelo artista barroco. Em 1985, todo este conjunto foi tombado pela UNESCO e transformado em patrimônio cultural da humanidade.
Os principais atrativos de Congonhas são: Basílica Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Romaria, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Igreja do Rosário, museu da Imagem e Memória e o Parque da Cachoeira.
Antes de ser a "Cidade dos Profetas", Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação. Todo ano, o município reúne milhares de fiéis em busca de cura das suas aflições. São, aproximadamente, cinco milhões de peregrinos que visitam Congonhas entre sete e catorze de setembro, período em que é comemorado no município o jubileu do Senhor Bom Jesus do Matozinhos.
O município possui como maior fonte de renda a extração mineral e a indústria metalúrgica com destaque para a mina de Casa de Pedra (Companhia Siderúrgica Nacional- CSN), a Mina da Fábrica (antiga Ferteco Mineração S/A, hoje incorporada à Vale) a Mina Viga [8] (que atualmente pertence à Ferrous) e a Gerdau Açominas.História[editar | editar código-fonte]
1757- foi fundado o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, por Feliciano Mendes de Guimarães, nascido em Portugal, de início modesta cruz e oratório;
Contribuíram com grandes quantias Francisco de Lima; Manuel Rodrigues Coelho, Bernardo Pires da Silva, de modo que se começou a nave central da igreja; em 1787 foi colocada diante do altar-mor a imagem do Cristo morto; custódia e vasos sacros de prata foram encomendados ao ourives Felizardo Mendes. Em 1819 requisitaram-se os serviços do pintor Manuel da Costa Ataíde para restaurar pintura da capela-mor. De 1769 a 1772 trabalhou ali o mestre João de Carvalhais, recebendo 32 oitavas «à conta da pintura do altar de Santo Antônio». Data de 1781 a última menção a Carvalhais: recebeu oito oitavas « de feitio de duas imagens de Cristo dos colaterais» para a igreja.
Em 1812 o barão Wilhelm Ludwig von Eschwege instalou no arraial, com a intenção pioneira no país de produzir ferro, sua Fábrica Patriotica, com Friedrich Ludwig Wilhelm Varnhagen e o intendente Câmara, sendo tal local situado às margens da atual rodovia BR 040, nas proximidades da Mina da Fábrica (nome dado em alusão a "Fábrica Patriótica"), hoje pertencente à VALE. Assim escreveu von Eschwege: Por ocasião de minha chegada a Minas, em 1811, era comum esse processo bárbaro de produção de ferro. A maioria dos ferreiros e grandes fazendeiros que possuíam ferraria, tinham também o seu forninho de fundição, sempre diferente um do outro, pois cada proprietário, na construção, seguia suas próprias ideias. (...) Itabira do Mato Dentro foi o único lugar onde havia uma espécie de forno de peito fechado, cujo ar era fornecido por grande fole de couro, acionado por uma roda d'água, que punha em movimento, também um engenho de serra. O proprietário possuía várias forjas de ferreiro para fundição de ferro, e uma pequena máquina de perfurar, para fabricação de canos de espingarda. Dei a esse homem todas as instruções necessárias para o assentamento de um malho hidráulico, de que ninguém fazia ideia. Enviei-lhe mesmo, por algum tempo, um ferreiro alemão, de modo que o nosso homem fez grandes progressos na fabricação de ferro. Foi o primeiro que, no mês de abril de 1812, estirou ferro por meio de malho hidráulico. Este era de madeira, circulada de aros de ferro. A partir dessa ocasião, quatro outras pessoas do lugar imitaram minhas instalações da Fábrica de Ferro do Prata, perto de Congonhas do Campo e, em pouco tempo, trabalhavam 16 pequenos fornos, com diversos malhos de ferro forjado, movidos à água.[9]
Vista do santuário a partir do jardim dos Passos da Paixão
Vendo a determinação do intendente Câmara em produzir ferro no Brasil em escala industrial, e o andamento dos projetos já existentes, von Eschewege se propôs a construir em Congonhas uma fundição a custo muito mais baixo: Direi somente que, até o ano de 1818, quando a fábrica sueca de São João do Ipanema foi transformada por von Varnhagen em uma fábrica do tipo alemão, minha usina de Congonhas produzia mais ferro do que a do Morro do Pilar e tanto quanto a de São João do Ipanema. E também que, tendo as duas primeiras custado 300 mil cruzados cada uma, as despesas com a construção da minha atingiram somente a 13 mil. Além disso, havia ainda a grande diferença de ter dado bons lucros aos proprietários, enquanto as duas outras somente produziram prejuízos consideráveis.[10]
Em 17 de dezembro de 1938, o então distrito de Congonhas do Campo foi elevado à categoria de município, sendo desmembrado dos municípios de Conselheiro Lafaiete e Ouro Preto. Em 27 de dezembro de 1948, o município de Congonhas do Campo passou a denominar-se apenas como Congonhas, pela Lei Estadual n.º 336.[11]Santuário do Bom Jesus de Matosinhos[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
Célebre monumento histórico e artístico de Congonhas é o santuário barroco de Bom Jesus de Matosinhos, que é desde 1985 Patrimônio da Humanidade. Construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como o Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde, é uma das maiores realizações do barroco brasileiro.Ver também[editar | editar código-fonte]
Barroco
Rococó
Arquidiocese de Mariana
Referências? Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 3. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 ? Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 ? a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 ? a b c «Congonhas, Minas Gerais». IBGE. Julho de 2018 ? «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 ? a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 ? «Biblioteca do IBGE» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 4 de março de 2010 ?
Jornal Hoje em Dia - Nairo Alméri (janeiro de 2010). «Ferrous dá partida no porto e o mineroduto». São Paulo. Hoje em Dia. Consultado em 27 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 21 de março de 2012 ? ESCHWEGE, Wilhelm Ludwig von. Pluto Brasiliensis: memórias sobre as riquezas do Brasil em ouro, diamantes e outros metais. Vol. 2 (1944), pg. 341. Disponível na Biblioteca Brasiliana [1], acessado em 1 de fevereiro de 2013.? ESCHWEGE, Wilhelm Ludwig von. Pluto Brasiliensis: memórias sobre as riquezas do Brasil em ouro, diamantes e outros metais. Vol. 2 (1944), pg. 345. Disponível na Biblioteca Brasiliana [2], acessado em 1 de fevereiro de 2013.? «História de Congonhas». IBGE Cidades
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
Congonhas no IBGE Cidades
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Congonhasvde Cidades históricas do Brasil segundo o IPHANRegião Centro-Oeste
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