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Desenvolvimento

Acto ou efeito de desenvolver.
Crescimento.
Ampliação.
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Município de Itaboraí
"Cidade dos Novos Horizontes" "Cidade Cachoeira"
Vista parcial de ItaboraíBandeiraBrasãoHino
Fundação16 de agosto de 1696 (322Â anos)
Emancipação22 de maio de 1833 (186Â anos)
Gentílicoitaboraiense
Prefeito(a)Sadinoel Oliveira Gomes Souza (PMB)(2017 – 2020)
Localização
Localização de Itaboraí no Rio de JaneiroItaboraí Localização de Itaboraí no Brasil
22° 44' 51" S 42° 51' 21" O22° 44' 51" S 42° 51' 21" O
Unidade federativaRio de Janeiro
Região intermediária
Rio de Janeiro IBGE/2017[1]Região imediata
Rio de Janeiro IBGE/2017[1]Região metropolitanaRio de Janeiro
Municípios limítrofesGuapimirim, Cachoeiras de Macacu, Tanguá, Maricá e São Gonçalo
Distância até a capital45Â km
Características geográficas
Área430,374 km² [2]
População238Â 695 hab. estimativa IBGE/2018[3]
Densidade554,62 hab./km²
Altitude17 m
Climatropical
Fuso horárioUTC?3
Indicadores
IDH-M0,704 alto PNUD/2010[4]
PIBR$ 4Â 353Â 576,41 mil IBGE/2016[5]
PIB per capitaR$ 18Â 864,13 IBGE/2016[6]Itaboraí é um município brasileiro no estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país. Pertence à Região Metropolitana do Rio de Janeiro e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 238Â 695[3] habitantes.Índice1 Topônimo
2 História
3 Subdivisões
4 Administração
5 Geografia
6 Economia
7 Esporte
8 Politica
9 Datas comemorativas
10 Festividades
11 Filhos ilustres
12 Referências
13 Ligações externasTopônimo[editar | editar código-fonte]
"Itaboraí" é uma palavra de origem tupi que admite duas etimologias:"rio da pedra bonita", através da junção dos termos itá (pedra), porã (bonita) e 'y (rio)[7]
"rio das pedras brilhantes", através da junção de itá (pedra), berab (brilhante) e y (rio).[8]
História[editar | editar código-fonte]
Por volta do ano 1000, povos de língua tupi procedentes dos vales dos rios Madeira e Xingu, na margem direita do rio Amazonas, invadiram a maior parte do atual litoral brasileiro, expulsando seus habitantes anteriores, falantes de línguas pertencentes ao tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente. No século 16, quando os portugueses chegaram à região da baía de Guanabara, esta era ocupada por um desses povos tupis: os tupinambás, também chamados tamoios.[9] Os índios tamoios que habitavam a região da atual Itaboraí foram reunidos no aldeamento jesuíta de São Barnabé.[10]
Ao mesmo tempo, a região começou a ser ocupada por colonizadores portugueses, que, nela, implantaram engenhos de açúcar baseados no trabalho escravo de índios e negros. Em 1612, foi construída uma capela dedicada a santo Antônio. Em 1672, foi inaugurada a capela de São João Batista. Em 1696, foi fundada a freguesia de São João Batista de Itaboraí. Em 1697, foi fundada a vila de Santo Antônio de Sá.
De 1700 a 1800, a freguesia de São João de Itaboraí apresentou um notável desenvolvimento. Em 1759, os jesuítas foram expulsos da região e o aldeamento de São Barnabé passou para administração leiga.[11] Em 1778, a freguesia de São João de Itaboraí era a mais importante da vila de Santo Antônio de Sá, considerada um grande centro agrícola. Em 1780, grande parte do açúcar produzido pelos oitenta engenhos das freguesias próximas era embarcado em caixas de madeira nos catorze barcos pertencentes ao porto (daí o nome Porto das Caixas). O açúcar era também embalado em cerâmicas produzidas nas próprias fazendas, o que gerou a tradição das olarias que persiste até hoje no município.
Em 1829, a freguesia de São João de Itaboraí foi atingida por uma epidemia de malária, causando muitas mortes e grande prejuízo para a região. Em 15 de janeiro de 1833, através de um Decreto Imperial, a freguesia foi elevada à categoria de Vila e, a 22 de maio do mesmo ano, instalou-se a primeira Câmara de Vereadores (daí, o nome da atual avenida 22 de Maio).
A partir de 1850, os transportes fluviais foram gradualmente substituídos pelos ferroviários e, em 23 de abril de 1860, com a inauguração do primeiro trecho da Estrada de Ferro Niterói-Cantagalo, Itaboraí consolidou a sua importância econômica, pois recebia toda a produção de gêneros do nordeste fluminense pela ferrovia e a enviava em embarcações pelo Rio Aldeia até o Rio Macacu, deste seguinte até a Baía de Guanabara para ser comercializada. Contudo, a Vila de Santo Antônio de Sá começou a entrar em decadência, pois perdia a sua condição de entreposto comercial.Reproduzir conteúdo Itaboraí, 1956. Arquivo Nacional.
Em 5 de julho de 1874, foi inaugurada a Estrada Ferro-Carril Niteroiense, partindo de Maruí, em Niterói, até Porto das Caixas. A estrada fazia a ligação de Nova Friburgo e Cantagalo diretamente ao porto da capital da província, Niterói, substituindo o transporte fluvial realizado através de Porto das Caixas. A construção da estrada foi uma das principais causas do declínio do porto e, por consequência, da Vila de São João de Itaboraí ? este último, também agravado pela libertação dos escravos em 1888, que levou muitos fazendeiros à falência.
No século XX, entre as décadas de 1920 e 1980, teve grande destaque, na economia do município, a produção de laranjas, quando o município ganhou a alcunha de "terra da laranja" por ser o segundo maior produtor nacional dessa fruta.
Em 2012, com os avanços na construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ), a cidade experimentou um "boom" imobiliário, com a construção de modernos edifícios corporativos, shopping center, hotéis de bandeira nacional e internacional, empreendimentos residenciais e o advento de novas lojas e negócios para Itaboraí.[12] Com isso, a cidade passou a ser considerada o "El Dorado" fluminense , com excelente expectativa de crescimento e expansão populacional, proporcionando à cidade recordes jamais presenciados pela cidade ainda em clima rural. Desta forma, Itaboraí passou a atrair investimentos secundários à Refinaria.
Com a explosão da Operação Lava-Jato, o COMPERJ[13] foi paralisado mediante uma demissão em massa, o que afetou diretamente a economia do município.[14]Subdivisões[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Subdivisões de Itaboraí
Administração[editar | editar código-fonte]
Atualmente é administrada pelo prefeito Sadinoel Oliveira Gomes Souza (PMB) no mandato 2017-2020.Geografia[editar | editar código-fonte]
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[15] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata do Rio de Janeiro.[1] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião do Rio de Janeiro, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro.[16]
O município de Itaboraí possui clima tropical, chuvoso no verão e seco no inverno. Sua temperatura média anual é de 25°C.Vegetação
Serra do Lagarto
A vegetação atual do município é composta em maior parte por pastagens, mata de encosta, mangues e brejos. Os remanescentes de matas são observados nos setores mais íngremes e elevados nas serras do Barbosão e do Lagarto. São matas tipicamente secundárias resultantes da regeneração natural, pois concentraram muita exploração de madeira para a obtenção de carvão e lenha no passado. No restante do município, as matas encontram-se muito fragmentadas e aparecem em locais isolados.
Os manguezais ocupam grande parte da desembocadura dos rios que desaguam na baía de Guanabara em áreas de pouco declive cortadas pelos rios Macacu e Guaxindiba.Maciço do Barbosão
Uma das ultimas área verdes de estado do Rio de Janeiro, abriga fauna e flora remanescente de Mata Atlântica e varias nascentes de rio de pequeno curso que contribui com o Rio Casseribu
Relevo
As características do relevo do município são bem peculiares entre si. As maiores altitudes da cidade são encontradas na serra do Barbosão, a leste, na divisa com Tanguá; nas serras do Lagarto e Cassorotiba do Sul, na divisa com o município de Maricá. Nas demais localidades, no norte e no oeste do município, predominam as planícies, onde estão concentrados os rios que convergem para a baía de Guanabara. Entre as planícies e as serras, observa-se um relevo suavemente ondulado, com morros que raramente ultrapassam os cinquenta metros.
Hidrografia
Os principais rios de ItaboraíMacacu
Casserebú
Iguá
Aldeia
Várzea
Economia[editar | editar código-fonte]
As principais atividades econômicas do município são:Manufatura cerâmica (decorativa e utilitária)
Fruticultura
Agricultura de subsistência
Apicultura
Pecuária extensiva
Extrativismo mineral
Indústria
Setor terciário (comércio e serviços)
Esporte[editar | editar código-fonte]
A cidade possui o estádio municipal Alziro de Almeida (Alzirão), com capacidade para 900 espectadores. A principal agremiação futebolística da cidade é a Associação Desportiva Itaboraí, que se sagrou vice-campeã estadual do antigo estado do Rio de Janeiro em 1977 e foi campeã da Terceira Divisão do Campeonato Carioca em 2015.Politica[editar | editar código-fonte]
A cidade de Itaboraí sempre teve uma certa tradição na política como figuras ilustres e influentes como Visconde de Itaboraí, Salvador de Mendonça, o ex-prefeito e já falecido João Batista Caffaro que foi prefeito duas vezes e deputado estadual.Datas comemorativas[editar | editar código-fonte]
22 de maio - Dia do Município (aniversário da cidade)
24 de junho - Dia de São João, padroeiro do município
Festividades[editar | editar código-fonte]
Festa de São Pedro;
Itaflores;
Festa de São João;
Comemoração do dia das mães;
Desfile cívico de Comemoração do aniversário da cidade;
Encontro de motociclistas;
Feira do livro;
Semana Municipal do Ciclismo
Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]
Ver Biografias de itaboraienses notórios
Referências? a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 21 de novembro de 2017Â ? Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Áreas dos Municípios». Consultado em 21 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 21 de novembro de 2017Â ? a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 24 de outubro de 2018Â ? Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 4 de dezembro de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014Â ? Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 5 de março de 2019Â ? Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 5 de março de 2019. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2018Â ? BRAGANÇA JR. A. A. A morfologia sufixal indígena na formação de topônimos do estado do Rio de Janeiro. Disponível em http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit01/sliit01_29-48.html. Acesso em 20 de janeiro de 2013.? NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 571.? BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.? Jornal da Unicamp. Disponível em http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2002/unihoje_ju197pag5b.html. Acesso em 4 de janeiro de 2014.? Jornal da Unicamp. Disponível em http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2002/unihoje_ju197pag5b.html. Acesso em 4 de janeiro de 2014.? «Instalação do Comperj em Itaboraí provoca 'boom' imobiliário». Consultado em 31 de julho de 2016Â ? «Comperj dará prejuízo de R$ 45 bilhões à Petrobras». Consultado em 31 de julho de 2016Â ? «Crise no Comperj, em Itaboraí, já gerou 200 demissões por dia». Consultado em 31 de julho de 2016Â ? Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 21 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 21 de novembro de 2017Â ? Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 89?90. Consultado em 21 de novembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 21 de novembro de 2017Â
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre ItaboraíPágina da prefeitura (em português)
Mapa de Itaboraí no OpenStreetMap
Guia Comercial de Itaboraí (em português)
Guia Comercial Itaborahy (em português)
vde Rio de Janeiro Portal ? Geografia, Política, Cultura, EsportesCapitalRio de JaneiroDivisão regional vigente (desde 2017)Regiões geográficas intermediárias e imediatasDivisão regional extinta (vigente até 2017)Mesorregiões e microrregiõesRegiões demarcativasBaixada Fluminense ? Grande Niterói ? Interior ? Leste Fluminense ? Litoral ? Região dos Lagos ? Serra Fluminense (Sul Fluminense ? Vale do Paraíba)Regiões Metropolitanas e RIDEsRio de JaneiroMais de 1.000.000 habitantesRio de Janeiro ? São GonçaloMais de 700.000 habitantesDuque de Caxias ? Nova IguaçuMais de 400.000 habitantesCampos dos Goytacazes ? Belford Roxo ? Niterói ? São João de MeritiMais de 200.000 habitantesPetrópolis ? Volta Redonda ? Magé ? Itaboraí ? Macaé ? Cabo FrioMais de 100.000 habitantesMesquita ? Nova Friburgo ? Barra Mansa ? Nilópolis ? Teresópolis ? Angra dos Reis ? Queimados ? Resende ? Maricá ? Araruama ? Itaguaí ? Itaperuna ? Barra do Piraí ? Japeri ? Rio das OstrasSudeste, Brasil
vdeRegião Metropolitana do Rio de JaneiroBelford Roxo ? Cachoeiras de Macacu ? Duque de Caxias ? Guapimirim ? Itaguaí ? Itaboraí ? Japeri ? Magé ? Maricá ? Mesquita ? Nilópolis ? Niterói ? Nova Iguaçu ? Paracambi ? Petrópolis ? Queimados ? Rio Bonito ? Rio de Janeiro ? São Gonçalo ? São João de Meriti ? Seropédica ? TanguáRio de Janeiro, Brasil
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